terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Pique esconde
Aventureiro
Esbanjador conde
Seja no estaleiro
Seja nos céus o esplendor
ele te achará
Música alegre
Dançarinas dançam
Cura-te a febre
Noite de lã
Este é o cabaré de satã
dançam, dançam as dançarinas do diabo
dançam com com seus pés de lebre
E a porta giratória range
Com som de botas esbanje
Tiros celebres
balas por coletes
anjos por amigos
família  de bronze
eternidade vivo

domingo, 12 de janeiro de 2014

Aplaudam o por do sol
Felizes são os últimos raios de luz
areia entre os dedos
E marolas tentam alcançar os pés
Enxovar de companhia se torna a solidão
suplicar a salvação sem perdão
que venha a noite
& tua cegueira de carvão
queima e dança ao subir se fosse
-caminharei pelos caminhos ermos,
santificarei minhas idas
esse voo estático
me libertará das hidras
Caçador de fogo
Provador de venenos
Apenas um homem
Entediado

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Poeta

Um poeta torna-se um sonhador através de um longo, ilimitado e sistemático desregramento de todos os sentidos. Todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura; investiga a si própiro, consome dentro de si todos os venenos e preserva as suas quintessências. Um tormento indescritível onde irá encontrar a maior fé, uma força sobre-humana,com que se torna, dentre todos os homens, o grande inválido, o grande maldito e o supremo cientista ! pois alcança o desconhecido ! e que interessa se for destruído no seu voo extático por coisas inauditas e inomináveis...o poeta como ladão de fogo...

domingo, 5 de janeiro de 2014

Tempo espaço
Ligeiramente escasso
cavando ofegante
olhos vívidos 
cegam futuros distantes
Milênios de razão
por que nos foi concebida a concepção ?
para cavar nossas covas
o trabalho nos guia
pelo sonho árduo
de fazer nossos caixões
de prata e ouro
demônio de couro
abandona o que há
o que é
serei um deus diante dos vivos
e um vivo diante dos mortos

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ano novo

Rosas ardem diante de olhos esperançosos
Seu polem  deslisa ao vento
Subitamente queimando sua vida
Iluminando estrondosos rugidos
Sorrisos de tristeza
E lágrimas de alegria
Segue o silencio
Deverei eu me opor a tantas
Promessas de desastres ?
Reflexão contínua no paradoxo infinito
Do vazio
Nada mais que uma visão
Nada mais que o vazio de vertigens
E miragens na tela vazia
Mais um dia...
Mais uma estadia
No inferno