terça-feira, 26 de novembro de 2013

palácio

Negridão
contorcida
concepção
reescrita
trauma
morte da igreja
criança no banco de traz
vivemos e morremos
e a morte não acaba com o que nos resta
legado ?
não !
nirvana
como um pássaro em repentino voo
uma arvore contorcida de prima-vera
acidente de carro
o palácio dos passos em chamas
corra à seus assentos
Ardeis em sua limitação
Filme de poder

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

paradigma original

Abram-se as portas da concepção
obscenidade escondida entre lençóis
E sêmen escorrido em cobras
Uma visão, um deserto gelado
O olho é a boca que se alimenta do mundo
Não vê !?
A floresta arde em chamas
O regresso do andarilho
O excesso é o caminho para o palácio da sabedoria
Olhe, veja-o queimar
Vamos caminhar por suas quentes cinzas
Não temos medo de entregar nossos corpos
Nesse deterioramento físico
Evolutivo
Somos jovens de mais para ser velhos
Pois somos os que dançam
SOMOS DAQUELES QUE ARDEM !!!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

ilha

Mostre seu olho cego
Ruja seu silêncio melancólico
Madrugadas de odioso ego
- por que deixaste minha mão nua ?
Mar de estrelas
Ondas de escuridão
Ilha de neblina sangrenta
Cordão umbilical jogado à areia
Seu cão se contorce pela praia
molhado e sujo
Uma silhueta mentirosa engana
ataques de raiva repentina
desistência por final
-por que deixastes minha mão nua ?
caminharei por essas almas sozinho ?
nascemos para o mundo
mas o mundo nos descarta
estás sozinho até o ultimo segundo

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Jim

could any hell be more
horrible than now
& real

“I pressed her thigh
& death smiled”

death, old friend
death & my cock
are the world
I can forgive
my injuries
in the name of

wisdom

luxury

romance

Sentence upon sentence
Words are healing

Words got me the wound
& will get me well

If you believe it

All join now in lament
for the death of my cock
a tongue of knowledge
in the feathered night

boys get crazy in the head
& suffer
I sacrifice my cock
on the altar
of silence


By : Jim Morrison

canção do porto

O inferno canta
E os céus aplaudem com pena
ecoam-se as quedas puras
e racham-se as barreiras de sacrilégios
- Eu ria como uma louca e inocente criança
E as celas se fechavam
A árvore crescia e morria em um pântano viscoso
Folhas de correntes verdes
Agonia cuidadosamente refinada e muda
Deus de gritos revigorantes
Dar vida à morte
E assim imortal
benevolente piada
pausa na risada

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Para que um viva outro tem de morrer....
tal frase, tão verdadeira...
tal sina difícil de escapar, abandono toda vida a mim presa, todo sentimento a mim lançado.
todos falam de mais e mais, mais sentimentos mais ações e mais e mais. O quão mais você adquirir mais você será, esse é o pensamento humano, social e filosófico...mas a morte que é o que mais nos aproxima do infinito ou até de "deus" é o que tira tudo o que nos foi dado e adquirido... é simplesmente o fim de tudo e ainda sim é o mais espiritual e importante na existência...
Talvez o nirvana, o sétimo sentido seja na verdade a falta de todo o resto, talvez a questão seja a falta de tudo e não o ganho.... nada mais me parece importante, é tudo parte de um demorado declínio, do qual aproveitarei e quem sabe me tornarei um deus, sem sentir, nem saber. Tudo jogado aos ventos que eu mesmo criei... me desprenderei de tudo e me tornarei algo a mais, algo patético e glorioso... o deus da mortalidade.

sábado, 2 de novembro de 2013

...

noite de morte viva
amigos
bebida
imagens de vida bem vivida
tudo mentira
vida morta
sozinha
não quero isso não viverei isso !!!
mentira
é o que me resta
vida sem amigos nem amor
vida amarga sem doutor
só o dormir
bêbado
ó sono bêbado...
me resgate dessa noite