can you hear it ?
a distant roar of agony
a desperate call
it's my heart
it's neither sadness nor happiness
it's emptiness...
and my soul is so desperate
to fill itself with anything
that the body brings the pain
that horrible guest
that consumes you again and again
until there's nothing left
until you can rest
on this tide of calm and angry
frustration of uncomplete
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Rios
hoje das ruas desciam rios
rios de sangue prateado
tão brilhante e sereno
desciam dançando entre as esquinas
e as vezes raivosamente
e impetuosamente destruindo
qualquer ilusão a sua frente
tão linda e agonizante
essa delicada dança
ao som de tão enfurecida música
hoje o poeta faleceu
afogado em seu próprio sangue
que lhe queimava por dentro
você sabe o que há além do perímetro de estrelas ?
lá não há deus...
lá estamos sozinhos e imaculados
lá não há deus...
lá estamos sozinhos e imaculados
A origem
andando nas ruas a noite
percebi um simples fato
andando na navalha da foice
pensando estar farto
de tudo
de todos
ao redor sempre do escuro
olhando as paredes desse poço
as luzes dos postes iluminavam
as sórdidas ruas
das quais poucos se lembravam
e se esquecem das verdades cruas
quando os ratos saem das tocas
infestando as calçadas
percebo essas verdades idiotas
duvidosas e um tanto quanto realçadas
não somos diferentes deles
repugnantes, sujos e famintos
procuramos onde nos esconder
e acabamos ouvindo nossos instintos
pois a razão um dia vai morrer
assassinada pelo medo de sofrer
vamos caçar tudo o que tiver
procurar o vazio
e quando o gato vier
correremos e lembraremos desse frio
como nossas vidas calorosas
e cheio sentimentos e alegria
pois os olhos maliciosos enxergam
onde há escuridão uma grande luz
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Motivo
o motivo ?
a certidão de óbito ?
sempre estive satisfeito
com a falsa felicidade que
todos se deleitam
o vento, a terra e o mar
amizade, uma noite no bar
mas após sentir tão inesperada
e ingênua felicidade
a verdadeira e mais pura
não da para ficar satisfeito
com apenas carvão e fogo
apenas uma rasura
na folha um dia desenhada
com lindos traços de cor de prata
tão bom esquecimento do mundo
sempre vendo o que parecia
tão certo...o futuro
invejo
a mim mesmo por não ter mais o passado
meu presente está escuro
e meu futuro foi roubado
a luz dos sonhos
tão fraca esperança
se dissipa em teias de negações
e o farol das verdades não me atrai
a busca da razão não mais existe
pois já a encontrei
mas la não posso botar os pés
como um leproso nas ruas
atacado por pedras as escuras
obedecendo a lei
da proibição e incapacitação
a certidão de óbito ?
sempre estive satisfeito
com a falsa felicidade que
todos se deleitam
o vento, a terra e o mar
amizade, uma noite no bar
mas após sentir tão inesperada
e ingênua felicidade
a verdadeira e mais pura
não da para ficar satisfeito
com apenas carvão e fogo
apenas uma rasura
na folha um dia desenhada
com lindos traços de cor de prata
tão bom esquecimento do mundo
sempre vendo o que parecia
tão certo...o futuro
invejo
a mim mesmo por não ter mais o passado
meu presente está escuro
e meu futuro foi roubado
a luz dos sonhos
tão fraca esperança
se dissipa em teias de negações
e o farol das verdades não me atrai
a busca da razão não mais existe
pois já a encontrei
mas la não posso botar os pés
como um leproso nas ruas
atacado por pedras as escuras
obedecendo a lei
da proibição e incapacitação
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
drunk night
two hills beside a lake
who ever knew the truth ?
who can tell about the fake
sunrise moon ?
who's got the key ? the password
the great fog of wisdom
the blackout of freedom
thunder rain
sunblocking clouds
ship wrecking waves
brings the guest of pain
cold blooded murderer
whose eyes are seen as fake
a mask forgoten by the brother
who ever knew the truth ?
who can tell about the fake
sunrise moon ?
who's got the key ? the password
the great fog of wisdom
the blackout of freedom
thunder rain
sunblocking clouds
ship wrecking waves
brings the guest of pain
cold blooded murderer
whose eyes are seen as fake
a mask forgoten by the brother
o Hóspede
é tão estranho
quando seu sorriso se apaga assim
tristeza não é carta
tristeza não é mensagem
como ela chega à mim ?
mergulho em minhas mágoas
como um cisne num lago negro
mas quando recebo esse tenebroso hóspede
deixo tudo de lado
a dor desaparece e a preocupação
mãe dos erros e do desespero
me abraça em seus calorosos
braços
como um farol na noite
procuro a ti
para que quem sabe a luz
te traga calor, companhia
ou quem sabe um caminho a seguir
quando seu sorriso se apaga assim
tristeza não é carta
tristeza não é mensagem
como ela chega à mim ?
mergulho em minhas mágoas
como um cisne num lago negro
mas quando recebo esse tenebroso hóspede
deixo tudo de lado
a dor desaparece e a preocupação
mãe dos erros e do desespero
me abraça em seus calorosos
braços
como um farol na noite
procuro a ti
para que quem sabe a luz
te traga calor, companhia
ou quem sabe um caminho a seguir
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O livro
estou cansado de sentir
meu coração batendo
e arrombando meu peito
um estado vegetativo
onde tudo está escurecendo
o dia vira a noite
e a noite vira um interminável pesadelo
no qual tento me alucinar
a ponto de ver uma festa
onde há uma horripilante ossada
venenos e ferramentas de suicídio
me acompanham ao longo da estrada
velha e derrubada
suja e inacabada
as pernas gritam e a mente se cala
os olhos apenas aceitam a vista
nada mais me lembro de ter apreciado
onde está a musa ?
onde está o ladrão de tesouros ?
o bardo se foi e consigo todas as canções
de aventura e lindas emoções
o livro foi queimado
álbum de retratos e imaginários fatos
onde todas as definições dadas
caminhavam e levitavam sobre a nuvem do sentido
agora só restam cinzas de uma galeria antiga
de um triste humano uma vez entretido
meu coração batendo
e arrombando meu peito
um estado vegetativo
onde tudo está escurecendo
o dia vira a noite
e a noite vira um interminável pesadelo
no qual tento me alucinar
a ponto de ver uma festa
onde há uma horripilante ossada
venenos e ferramentas de suicídio
me acompanham ao longo da estrada
velha e derrubada
suja e inacabada
as pernas gritam e a mente se cala
os olhos apenas aceitam a vista
nada mais me lembro de ter apreciado
onde está a musa ?
onde está o ladrão de tesouros ?
o bardo se foi e consigo todas as canções
de aventura e lindas emoções
o livro foi queimado
álbum de retratos e imaginários fatos
onde todas as definições dadas
caminhavam e levitavam sobre a nuvem do sentido
agora só restam cinzas de uma galeria antiga
de um triste humano uma vez entretido
sábado, 1 de dezembro de 2012
A canoa
falsas verdades
inspiradoras mentiras
meu único desejo está além do Eufrates
além das almas perdidas
que ali me cobiçam
que ali devoram a verdade
não sei voar
não posso nadar
por favor oh remador
por essas águas escuras e profundas me leve
não tenho certeza se posso lhe pagar
ouro e prata aqui
não significam nada
minha alma é tão barata quanto a mais venenosa fala
a margem ainda distante
à luz de um luar farsante
que ilumina seu sorriso
ganancioso
que espera um futuro
amargo e sem vontades
expectativas invisíveis
caminhar só por camainhar
inspiradoras mentiras
meu único desejo está além do Eufrates
além das almas perdidas
que ali me cobiçam
que ali devoram a verdade
não sei voar
não posso nadar
por favor oh remador
por essas águas escuras e profundas me leve
não tenho certeza se posso lhe pagar
ouro e prata aqui
não significam nada
minha alma é tão barata quanto a mais venenosa fala
a margem ainda distante
à luz de um luar farsante
que ilumina seu sorriso
ganancioso
que espera um futuro
amargo e sem vontades
expectativas invisíveis
caminhar só por camainhar
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
a noite ao sul
a morte é o milagre da vida
a passagem de partida
desta amarga agonia
a vida é a fila
na qual somos todos
ovelhas perdidas
procurando a trilha
para alguns
o ponto de partida
que nos livra da grande cicatriz
- e as coisas boas ? você me diz
nada é eternamente bom
quando acaba se é atormentado
pelo fantasma da saudade
quando vivenciado
se é alterado pela voracidade
que é o medo
tudo que entra em seu coração
fura sua pele ou seu esqueleto
abre seu caminho até chegar
ao ponto principal
onde ricocheteia eternamente
se ali acertar
o ponto vital
o leste da alma
a grande vela de sua nau
cuidado com a tempestade
teias elétricas estouram a sanidade
que resta em nossos marujos
jóias que se dizem nossos escudos
observam ao embaralhar nossa sorte
a água dança a doce música
assoviando a melodia de raiva
que joga o barco a amaldiçoada praia
-olha o céu...quero uma daquelas safiras que brilham no alto
-você não pode pega-las... apenas os anjos podem,
lá eles deitam e se esbanjam em suas camas de prata
lindos raios púrpuras que guiam as almas ao seu sonho
-lhe digo ao menos isso !!!
-ao final de cada pesadelo há um sonho
-e não é preciso acordar para sonhar...
basta eternamente se deitar
e deixar de pensar
e esperar, até que a recompensa de orpheus
venha em um lindo banquete de amigos
a passagem de partida
desta amarga agonia
a vida é a fila
na qual somos todos
ovelhas perdidas
procurando a trilha
para alguns
o ponto de partida
que nos livra da grande cicatriz
- e as coisas boas ? você me diz
nada é eternamente bom
quando acaba se é atormentado
pelo fantasma da saudade
quando vivenciado
se é alterado pela voracidade
que é o medo
tudo que entra em seu coração
fura sua pele ou seu esqueleto
abre seu caminho até chegar
ao ponto principal
onde ricocheteia eternamente
se ali acertar
o ponto vital
o leste da alma
a grande vela de sua nau
cuidado com a tempestade
teias elétricas estouram a sanidade
que resta em nossos marujos
jóias que se dizem nossos escudos
observam ao embaralhar nossa sorte
a água dança a doce música
assoviando a melodia de raiva
que joga o barco a amaldiçoada praia
-olha o céu...quero uma daquelas safiras que brilham no alto
-você não pode pega-las... apenas os anjos podem,
lá eles deitam e se esbanjam em suas camas de prata
lindos raios púrpuras que guiam as almas ao seu sonho
-lhe digo ao menos isso !!!
-ao final de cada pesadelo há um sonho
-e não é preciso acordar para sonhar...
basta eternamente se deitar
e deixar de pensar
e esperar, até que a recompensa de orpheus
venha em um lindo banquete de amigos
domingo, 25 de novembro de 2012
I love the friends I have gathered together on this thin raft
We've constructed pyramids in honor of our escaping
This is the land where the Pharaoh died
Children
The river contains specimens
The voices of singing women
Call us on the far shore
And they are saying
"Forget the Night
live with us in Forests of azure"
Meager food for souls forgot
I tell you this;
No eternal reward will
Forgive us now for
Wasting the dawn
One morning you awoke
And the strange sun
And opening your door...
We've constructed pyramids in honor of our escaping
This is the land where the Pharaoh died
Children
The river contains specimens
The voices of singing women
Call us on the far shore
And they are saying
"Forget the Night
live with us in Forests of azure"
Meager food for souls forgot
I tell you this;
No eternal reward will
Forgive us now for
Wasting the dawn
One morning you awoke
And the strange sun
And opening your door...
sábado, 24 de novembro de 2012
insônia
raio prateado, finito horizonte se abre
levantando-se ao cruzar o prado
apenas meu medo...
se manifestando em meu escasso
psicodélico e mortificante
sono
há uma agonizante abstinência
nada satisfaz...certa...carência
- quem é você ?
- eu sou o que pensas que sou
um voraz e insatisfeito cão
a devorar todos seus desejos
e trata-los em meu intestino
até se tornar arrogância
desprezo e desconfiança
eu sou a terra
eu sou aos seus olhos
o centro da fantasia
sua mais verdadeira e primitiva
companhia
sou seu sub-consciente por inteiro
sou sua mente
- como podes ser minha mente se já não tenho desejos ?
- sabes que tens
- então abra a porta e deixe-me sair
- nunca... como poderei eu depois de experimentar
tal sabor, tal intensidade me satisfazer com puro ar ?
sujo recanto, lençol banco
jogado, as nossa cabeças
esperando o grande espanto
o estranho ar
a preciosa chave
que bate a porta sem pensar
e o liberta da detenção
da agonia de esperar
levantando-se ao cruzar o prado
apenas meu medo...
se manifestando em meu escasso
psicodélico e mortificante
sono
há uma agonizante abstinência
nada satisfaz...certa...carência
- quem é você ?
- eu sou o que pensas que sou
um voraz e insatisfeito cão
a devorar todos seus desejos
e trata-los em meu intestino
até se tornar arrogância
desprezo e desconfiança
eu sou a terra
eu sou aos seus olhos
o centro da fantasia
sua mais verdadeira e primitiva
companhia
sou seu sub-consciente por inteiro
sou sua mente
- como podes ser minha mente se já não tenho desejos ?
- sabes que tens
- então abra a porta e deixe-me sair
- nunca... como poderei eu depois de experimentar
tal sabor, tal intensidade me satisfazer com puro ar ?
sujo recanto, lençol banco
jogado, as nossa cabeças
esperando o grande espanto
o estranho ar
a preciosa chave
que bate a porta sem pensar
e o liberta da detenção
da agonia de esperar
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
canto de novembro
oh senhor do manto preto
senhor do desespero e do medo
cujo olhos negros e fundos
refletem o que se acaba no mundo
senhor que dos campos mais floridos
faz-se o recanto mais sombrio
cujo abraço gelado adormece
cujo sopro desnorteia quem se esquece
aceite essa oferenda fria
a tu que tudo se toma, nada se cria
apague a luz e pegue em minha mão
leve-me ao abismo, a essa serena escuridão
sussurros de liberdade
escuto ao sul o vento sussurrar
palavras sombrias a me direcionar
não há nada aqui que me prenda
só basta esperar que meu corpo se renda
imagino como deve ser lá
um lugar onde nem sente estar
nem surpresas nem salvação
onde sonhos são em vão
estou livre pois não tenho ressentimento
apenas agonia ao seu passo lento
pode me guiar, pode me levar
a meu caixão onde posso me deitar
palavras sombrias a me direcionar
não há nada aqui que me prenda
só basta esperar que meu corpo se renda
imagino como deve ser lá
um lugar onde nem sente estar
nem surpresas nem salvação
onde sonhos são em vão
estou livre pois não tenho ressentimento
apenas agonia ao seu passo lento
pode me guiar, pode me levar
a meu caixão onde posso me deitar
the movie
the movie will begin in five moments
the mindless voice announced
all those unseated will await the next show
we filed slowly, languidly into the hall
the auditorium was vast and silent
as we seated and were darkned, the voice continued
the program for this evening is not new
you've seen this enterteinment through and through
you've seen your birth your life and death
you might recall all of the rest
did you have a good world when you died ?
enough to base a movie on ?
I'm getting out of here
where are you going
to the other side of morning
please don't chase the clouds
her cunt gripped him like a warm, friendly hand
It's alright, all your friends are here
when can I meet them ?
after you've eaten
I'm no hungry
uh, we meant beaten
silver stream, silverly scream
the mindless voice announced
all those unseated will await the next show
we filed slowly, languidly into the hall
the auditorium was vast and silent
as we seated and were darkned, the voice continued
the program for this evening is not new
you've seen this enterteinment through and through
you've seen your birth your life and death
you might recall all of the rest
did you have a good world when you died ?
enough to base a movie on ?
I'm getting out of here
where are you going
to the other side of morning
please don't chase the clouds
her cunt gripped him like a warm, friendly hand
It's alright, all your friends are here
when can I meet them ?
after you've eaten
I'm no hungry
uh, we meant beaten
silver stream, silverly scream
night of azure
Has time stoped ?
why nothing moves ?
haven't you seen the clock ?
no
so open your ears, hear the trumpets
what are those butterflies ?
they're messegers
and what message would they bring ?
silver spring, strange thing
the sun goes down backwards
and morning comes afterwards
there's a party going on
and all your friends are there
but where's "there" ?
purple shiny wings
night of azure
the strange sun
open the doors
and...
why nothing moves ?
haven't you seen the clock ?
no
so open your ears, hear the trumpets
what are those butterflies ?
they're messegers
and what message would they bring ?
silver spring, strange thing
the sun goes down backwards
and morning comes afterwards
there's a party going on
and all your friends are there
but where's "there" ?
purple shiny wings
night of azure
the strange sun
open the doors
and...
the promised feast
Why're you so scared ?
the pain goes away
there's no need to stay
beautiful golden grass
and infinite blanket over our heads
the promised feast
the new wine
out here there's no east
no south, nor time
do you hurt ?
the gates are opened
the pain goes away
there's no need to stay
beautiful golden grass
and infinite blanket over our heads
the promised feast
the new wine
out here there's no east
no south, nor time
do you hurt ?
the gates are opened
warm welcome
harsh goodbyes
we'll meet again
on our new home
harsh goodbyes
we'll meet again
on our new home
Let's just say
I was testing
the bonds of reality
that's all
I was curious
I kind of always preferred to be hated
the man you loved to hate
that's meant to be ironic
like courage wants to laugh
essentially stupid situations
I think of myself
as a sensitive, intelligent human being
but with a soul of a clown
that always forces me
to blow it at the most crucial moment
I'm a fake hero
a joke that god played on me
I was testing
the bonds of reality
that's all
I was curious
I kind of always preferred to be hated
the man you loved to hate
that's meant to be ironic
like courage wants to laugh
essentially stupid situations
I think of myself
as a sensitive, intelligent human being
but with a soul of a clown
that always forces me
to blow it at the most crucial moment
I'm a fake hero
a joke that god played on me
so listen
the cold hand
the continuous pain
the scattered cocoon
lost in sand
let me tell you about heartache
can you hear the universe ?
no, I can't
can you hear me moaning ?
can you hear the cry of the damned ?
thought dead people couldn't cry...
you're right
though they try
the continuous pain
the scattered cocoon
lost in sand
let me tell you about heartache
can you hear the universe ?
no, I can't
can you hear me moaning ?
can you hear the cry of the damned ?
thought dead people couldn't cry...
you're right
though they try
homem anjo
o homem anjo calmamente se agacha na fonte, a fonte era de água escura, tão escura quanto os mais inalcançável recantos de seus próprios medos, mas não era uma água suja, era como se naturalmente escura, e ali tinham penas caídas e o reflexo de seu próprio nascimento, vida e morte. Chorando o homem pega um pouco da água com um pote...um pote de porcelana, branco e com lindos detalhes de rubi, esmeralda e opala, e assim ele desce o santuário ate a estrada que ali o levou. O vento machucava e o sol o tocava ardentemente, era um deserto com uma estrada de pedra... uma estrada já velha e quase inexistente, algumas pedras aqui, outras ali, outras alinhadas e outras semi enterradas... assim ele caminhou até o outro lado da manhã onde no meio da estrada descansava uma cobra. Mas não uma cobra comum, era gigante, 7 milhas, com um olho azul e outro vermelho e suas escamas contavam a historia da humanidade com pinturas e escrituras como paredes egípcias. Percebendo a alma benevolente que se aproximava a cobra saiu de seu caminho revelando ali uma porta... uma solitária porta sem nada atrás, na frente ou nos lados, apenas uma porta de madeira, aparentemente nova, com 4 retângulos alinhados na frente e maçaneta de prata. Ao abrir a porta se via um corredor longo e silencioso de paredes brancas sujas e desgastadas onde o levaram ao seu fim, onde havia outra porta de mesma aparência da porta que ali o levou. Ele abre a porta e encontra uma sala branca... cegamente branca e vazia, ao fechar a porta percebe-se que de dentro a porta se diferencia de seu lado externo. Uma porta grande como a de um antigo casarão, de madeira nobre e apodrecida com detalhes em ouro e mais fina arte... uma fechadura grande com uma pequena chave brilhante como o fogo e ao lado no meio da porta... um grande olho... um olho um tanto assustado,atento, sério, duvidoso, agonizante. O homem anjo então vai ao meio da sala, as paredes tem mensagens de sangue em línguas desconhecidas e inexistentes das quais seu sub-consciente deduz seu significado...calmo como se já soubesse onde estava, o homem coloca o pote no meio da sala e ali se senta ao olhar o pote...
- eu vejo apenas a angustia do mundo, as pétalas que caem das insanas mentes humanas.
então ele botou a chave no pote com água e se ouviu :
aqui estou e aqui sempre voltarei, aqui mergulharei em todos meus tormentos e felicidades, todos os pesadelos e momentos...até o fim dos tempos.
E ali continuou... olhando seu destino já passado e rejeitado...eternamente.
By : me
- eu vejo apenas a angustia do mundo, as pétalas que caem das insanas mentes humanas.
então ele botou a chave no pote com água e se ouviu :
aqui estou e aqui sempre voltarei, aqui mergulharei em todos meus tormentos e felicidades, todos os pesadelos e momentos...até o fim dos tempos.
E ali continuou... olhando seu destino já passado e rejeitado...eternamente.
By : me
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