O som de vidro
Faz minha noite
O desenroscar de tampas
Fazem soluções precipitadas
O leite caindo e enchendo a taça
Acumula-se a insatisfação
Irônicas piadas
O som de vidro
O cheiro de vinho
Tudo parte de uma sinfonia
Uma cantiga de ninar
E até o próximo dia
Estarei deitado em rosas
De puro prazer ao inferno
Irônico...
terça-feira, 16 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
Cartas no bar
Encontro-me abatido
Mutilado
Cego em meio a líquido ilusório
Estuprador silencioso
Arromba a porta
Tranca as janelas
Por que ri tanto oh mãe lua ?
Estás a zombar de minha morte santificada ?
Que venham as orgias
E o leite vertiginoso
Que suas mãos me pegue as entranhas
E me mergulhe nessa noite líquida
imaculada
sábado, 6 de julho de 2013
Carta ao amigo
E a porta range outra vez
A luz invade a parede sutilmente
E solenemente
O hospede faz sua entrada
- Quanto tempo...
Íris mortas
Fraqueza corporal
Passos amedrontados em direção à porta
Que vento imoral...
Me assopra anseios passados...
Mortificados...
Negados.
Oh mão que me escreve o destino
Quebre sua pena
Ou cortarei-lhe os dedos
Beberei seu vinho quente
Que o baile comece, a celebração
se estremece
se estremece
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