Acho que nós, poetas, artistas em geral somos os mais próximos de deus se me é permitido dizer tal coisa.
Nós os verdadeiros cientistas, desmembradores do inexplicável, exploradores das terras desconhecidas até para nós... blasfêmia talvez, não me importo porque para mim é verdadeiro, comemos do prato real, do alimento divino, do ar da criação.
Vivemos sob os ventos instintivos, não fomos criados com racionalidade, expressamos a verdade e a verdade por trás da verdade, caminhamos pela dor eterna de sermos artistas, a dor de sentir tudo o que é lançado à nós. mentimos e negamos a nós mesmos às vezes, nos tornamos loucos, tantas cicatrizes são feitas nesse processo e mesmo assim continuamos, somos atraídos por venenos, ninguém sobrevive a essa tempestade e mesmo assim não tememos tal morte.
Somos nós que deciframos os enigmas da vida, somos nós que deciframos as letras divinas, somos nós que inconscientemente nos infectamos com a doença mais mortífera de todas, de peito aberto como um simples receptor de órgãos doados, um mendigo talvez... seguimos orgulhosos por tal caminho e em irônica perdição prazerosa... negamos tua eterna verdade.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Boa noite
Sinto falta de sua brilhosa vigília
Agora com suas pálpebras fechadas
Meus órgãos se soltam
E avançam desenfreados contra minhas paredes
Mãos se estremecem
E os filmes de promessas de desastre
desaparecem
Talvez o sétimo sentido
Seja a perda de todos ou outros
Essa transe contínua
Talvez seja o que nos torne
Mandalas
Ao fundo da canção silenciosa
Da dança inconsciente
Imóvel, morta
Deitarei-me agora
Até que ilumine minha janela
E pensar na sede que me espera
Nesse divino e dramático escárnio
Sem benevolência
Agora com suas pálpebras fechadas
Meus órgãos se soltam
E avançam desenfreados contra minhas paredes
Mãos se estremecem
E os filmes de promessas de desastre
desaparecem
Talvez o sétimo sentido
Seja a perda de todos ou outros
Essa transe contínua
Talvez seja o que nos torne
Mandalas
Ao fundo da canção silenciosa
Da dança inconsciente
Imóvel, morta
Deitarei-me agora
Até que ilumine minha janela
E pensar na sede que me espera
Nesse divino e dramático escárnio
Sem benevolência
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Ode ao meu amor
morte branca
A que não espanta
sem aviso prévio
sem esplendor
corpo nômade
sem nome, sem valor
vendo-me a teus braços
jogo-me em teu corpo de meia-noite
de calça rasgada
e sapatos sujos
amantes de ódio
amantes de medo
e em meio a adagas sorridentes
observo sua dança ao espelho
movimentos suaves
bêbados
oh noite que toma meu coração
assino em tuas estrelas
minha desgraçada santificação
e que essa última dose
feche meus olhos
no frio de tuas mãos
Oh noite...
A que não espanta
sem aviso prévio
sem esplendor
corpo nômade
sem nome, sem valor
vendo-me a teus braços
jogo-me em teu corpo de meia-noite
de calça rasgada
e sapatos sujos
amantes de ódio
amantes de medo
e em meio a adagas sorridentes
observo sua dança ao espelho
movimentos suaves
bêbados
oh noite que toma meu coração
assino em tuas estrelas
minha desgraçada santificação
e que essa última dose
feche meus olhos
no frio de tuas mãos
Oh noite...
domingo, 18 de agosto de 2013
5 segundos
ratos correm os esgotos de minhas veias
facas pulsam e escorregam ás teias
cortam todas as crianças
a morte percorre cada impulso
suas entranhas em minhas mãos sangrentas
coração alheio em sorriso irônico
leite quente corre os meus braços
veneno sob o sol
de costas
sorriso de mortalhas
abraço frio
me cobre de morcegos
eu quero a imortalidade
quero asas, quero o poder
eu quero a morte como um simples
almoço
janta
café da manhã
quero todas as almas em minha garganta
quero a salvação de todas as cores
em teus olhos o desespero
da perdição
quero teu beijo
tua boceta
quero teu quente sexo caótico
a morte quer um filho
e eu serei o teu escolhido
como um anjo caído
facas pulsam e escorregam ás teias
cortam todas as crianças
a morte percorre cada impulso
suas entranhas em minhas mãos sangrentas
coração alheio em sorriso irônico
leite quente corre os meus braços
veneno sob o sol
de costas
sorriso de mortalhas
abraço frio
me cobre de morcegos
eu quero a imortalidade
quero asas, quero o poder
eu quero a morte como um simples
almoço
janta
café da manhã
quero todas as almas em minha garganta
quero a salvação de todas as cores
em teus olhos o desespero
da perdição
quero teu beijo
tua boceta
quero teu quente sexo caótico
a morte quer um filho
e eu serei o teu escolhido
como um anjo caído
sábado, 3 de agosto de 2013
Safiras de Moscow
Faróis de safira
Altos, presunçosos
Escondem a chuva
Atrás de suas cortinas
Gira-se a roda
E o viajante as encontra
Tão doce e repentina
Visão gloriosa
Sufocada vítima
Ao olhar da bruxa
Ao olhar da bruxa
Palavras ociosas
São cobertas pelo vento
E em sua mente
Ele diz :
Em teus olhos eu vejo o horizonte
Ao entardecer de uma praia de águas cristalinas
Duas silhuetas caminham em direção ao éden
Eu vejo o universo se expandindo
Eu vejo o infinito se contraindo
Eu vejo o final ainda fresco de um sonho tão lindo e desejado
Que até se esquecera que já foi atenuado
Eu vejo a linha que separa teu corpo de tua alma
Eu vejo em teus olhos... a floresta em que me deito
E vago ignorante com apenas fé no peito
ah... aquelas safiras...
piromáticas ondas
descem-lhe a garganta
Borboletas incansáveis
Batem em suas juntas
O sono o leva...
Até as safiras do outro mar...
Da outra lua
ah... aquelas safiras...
piromáticas ondas
descem-lhe a garganta
Borboletas incansáveis
Batem em suas juntas
O sono o leva...
Até as safiras do outro mar...
Da outra lua
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