O que há nas estrelas
Que me escrevem tal escárnio ?
O que há no vento
Que me assopra tantos cenários ?
Oh ! lua que me cobre as entranhas
Que sua melodia estranha
Me torne uma de suas bestas
Presunçosos predadores
Os quais cobiça, suas presas
Ao babar uma carne já morta
Minha alma, já escassa
Vaga por benevolência
Que suas palavras carregam
Não posso... elas escorregam...
Que esse acolhedor veneno
Me traga vertigens
Das quais eu caio em perdição
prazerosa
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