sábado, 6 de julho de 2013

Carta ao amigo

E a porta range outra vez
A luz invade a parede sutilmente
E solenemente 
O hospede faz sua entrada
- Quanto tempo...
Íris mortas 
Fraqueza corporal
Passos amedrontados em direção à porta
Que vento imoral...
Me assopra anseios passados...
Mortificados...
Negados.
Oh mão que me escreve o destino
Quebre sua pena
Ou cortarei-lhe os dedos
Beberei seu vinho quente
Que o baile comece, a celebração
se estremece 

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