Arem escondido de ninfas dos mares negros
cubram os céus seus véus de espinhos
seus olhos de caveira observam o carretel
em seu desenrolar de véu
cubram-se os mares de tinta negra
as luzes vazias do horizonte cavam dinheiro
de bosques ermos e leilões
doação de direitos
meu país jogando as tripas no bolso de estrangeiros
e meus elísios brotam e defloram a cerca da exploração
uma flor ao vento
apenas um investimento
move sua continua vontade de dançar e presentear
e de tirar
aposte seus sonhos minha doce criança
minha doce esperança
não sei dançar a vida
ou a malicia da escrita explicita
mas sei saborear a encolha da noite
sei não ser eu e ser o que eu não queria ser
sei o que é não esquecer
e afogar o meu ser
ralo abaixo
o rio segue sua música
cantando baixo
onde a luz do sol não o ofusca
a sombra dança
e o quieto não descansa
grita, geme, contorce-se, esperneia, esmurra
se encolhe onde a parede o empurra
grades e parede
corredores e gritos
clemência sedenta de sede
gritam como grilos
4 cantos e uma lampada
uma maca e faces sem estampa
mão limpas ?
cortem sua barriga, tirem as tripas
e afogar o meu ser
ralo abaixo
o rio segue sua música
cantando baixo
onde a luz do sol não o ofusca
a sombra dança
e o quieto não descansa
grita, geme, contorce-se, esperneia, esmurra
se encolhe onde a parede o empurra
grades e parede
corredores e gritos
clemência sedenta de sede
gritam como grilos
4 cantos e uma lampada
uma maca e faces sem estampa
mão limpas ?
cortem sua barriga, tirem as tripas
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