domingo, 18 de maio de 2014

eu vejo
é o mar escuro tropeçando em meu olhar de travesseiro
é a parede cega que se reflete
no altar santo, santa cruz de piedade e desejo
sobejo
para que asas se o céu de quimeras envenenam as nuvens ?
e a desesperança confusa chove em telhados encharcados de vertigens
eu vejo ?
ou o reflexo borrado,fixado infelizmente em tal remetente ?
destinatário deitado a espera de seu vigor sem selo ou endereço
delírios ? será o esquecimento tão santificado que clamo ?
mas eu escuto
o sapatear de seus passos de valsa dançando com o fogo
suspiros alegres e sorrisos de prata óh lua crescente no céu
são seus dedos molhados enquanto se entrelaçam e agarram meus pés
se desfasem em uma guerra de algodão que breve se dissipa em sermão
marola do fim da noite
que o sol lá do outro lado
lá deite descanse sob tão lindo prado
e se dissiparão essas cortinas de alcatrão
as nuvens cinzentas
e lá a tímida e prateada grama de vidro reluzente
bebeis do vinho
o novo vinho....



Nenhum comentário:

Postar um comentário