sábado, 3 de agosto de 2013

Safiras de Moscow

Faróis de safira
Altos, presunçosos 
Escondem a chuva
Atrás de suas cortinas
Gira-se a roda
E o viajante as encontra
Tão doce e repentina
Visão gloriosa
Sufocada vítima
Ao olhar da bruxa
Palavras ociosas
São cobertas pelo vento
E em sua mente
Ele diz :
Em teus olhos eu vejo o horizonte 
Ao entardecer de uma praia de águas cristalinas
Duas silhuetas caminham em direção ao éden
Eu vejo o universo se expandindo
Eu vejo o infinito se contraindo
Eu vejo o final ainda fresco de um sonho tão lindo e desejado
Que até se esquecera que já foi atenuado
Eu vejo a linha que separa teu corpo de tua alma
Eu vejo em teus olhos... a floresta em que me deito
E vago ignorante com apenas fé no peito
ah... aquelas safiras...
piromáticas ondas
descem-lhe a garganta
Borboletas incansáveis
Batem em suas juntas
O sono o leva...
Até as safiras do outro mar...
Da outra lua

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