morte branca
A que não espanta
sem aviso prévio
sem esplendor
corpo nômade
sem nome, sem valor
vendo-me a teus braços
jogo-me em teu corpo de meia-noite
de calça rasgada
e sapatos sujos
amantes de ódio
amantes de medo
e em meio a adagas sorridentes
observo sua dança ao espelho
movimentos suaves
bêbados
oh noite que toma meu coração
assino em tuas estrelas
minha desgraçada santificação
e que essa última dose
feche meus olhos
no frio de tuas mãos
Oh noite...
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