ratos correm os esgotos de minhas veias
facas pulsam e escorregam ás teias
cortam todas as crianças
a morte percorre cada impulso
suas entranhas em minhas mãos sangrentas
coração alheio em sorriso irônico
leite quente corre os meus braços
veneno sob o sol
de costas
sorriso de mortalhas
abraço frio
me cobre de morcegos
eu quero a imortalidade
quero asas, quero o poder
eu quero a morte como um simples
almoço
janta
café da manhã
quero todas as almas em minha garganta
quero a salvação de todas as cores
em teus olhos o desespero
da perdição
quero teu beijo
tua boceta
quero teu quente sexo caótico
a morte quer um filho
e eu serei o teu escolhido
como um anjo caído
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