quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Rios

hoje das ruas desciam rios
rios de sangue prateado
tão brilhante e sereno
desciam dançando entre as esquinas
e as vezes raivosamente
e impetuosamente destruindo
qualquer ilusão a sua frente
tão linda e agonizante 
essa delicada dança
ao som de tão enfurecida música
hoje o poeta faleceu 
afogado em seu próprio sangue
que lhe queimava por dentro
você sabe o que há além do perímetro de estrelas ?
lá não há deus...
lá estamos sozinhos e imaculados


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