canto de novembro
oh senhor do manto preto
senhor do desespero e do medo
cujo olhos negros e fundos
refletem o que se acaba no mundo
senhor que dos campos mais floridos
faz-se o recanto mais sombrio
cujo abraço gelado adormece
cujo sopro desnorteia quem se esquece
aceite essa oferenda fria
a tu que tudo se toma, nada se cria
apague a luz e pegue em minha mão
leve-me ao abismo, a essa serena escuridão
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